Ficar é perigoso é uma autoficção escrita em primeira pessoa sobre um homem que não consegue ficar. Num apartamento em Basileia, Suíça, longe de tudo que conhecia, ele se vê diante do que sempre evitou: a intimidade consigo mesmo.
O romance atravessa um ano de crise (conjugal, sexual, profissional, espiritual) sem separar uma da outra. A faca que nunca foi usada. O pedido para a esposa voltar para o Brasil. A semana no hotel por falência. O lixo que ficou três dias a mais dentro de casa porque o corpo estava presente no apartamento, mas não estava mais consigo.
Entre sessões de respiração holotrópica, psilocibina, meditação budista e 272 quilômetros a pé pelo Caminho de Santiago, o narrador não encontra respostas. Encontra perguntas melhores. Aprende a diferença entre espaço e fuga. Entre presença e performance. Entre ficar e simplesmente não ter ido embora ainda.
O estilo é direto, confessional, com humor seco e ritmo irregular: pensamentos que chegam antes de terminar, autocorreções em tempo real, listas que viram fluxo, perguntas que não esperam resposta. A voz é inteiramente própria.
Ficar é perigoso não resolve o que promete investigar. Termina onde começa, em um homem que ainda está aprendendo a ocupar o espaço que ocupa. Isso, paradoxalmente, é o que o torna verdadeiro.
Edição: 1
Ano: 2026
Assunto: Literatura Nacional – Romance
Idioma: Português
País de Produção: Brasil
ISBN:
Peso: 0,198 kg
Nº de Páginas: 132
Projeto gráfico: Osvaldo Piva
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